domingo, 22 de novembro de 2009 Y 13:41
Vai chegar um dia em que ninguém vai achar novidade o fato da atriz principal da novela ser negra. Todo mundo vai levar os filhos ao cinema pra assistir a história do garotinho que tem duas mães. As pessoas não vão achar nada demais o presidente dos Estados Unidos ser descendente de africanos e árabes. E, certamente, o personagem gay do Maurício de Souza não vai chocar ninguém.
É difícil pra nós misturarmos a idéia de Turma da Mônica, que a gente lia depois da aulinha de natação enquanto comia biscoito maisena, com um assunto tão sério quanto homossexualidade. Mas gente, qual é! As famílias de hoje não são formadas mais só por um pai e uma mãe. Fingir que o mundo é assim vai acabar gerando uma nova geração de crianças com preconceito. Por isso eu aplaudo sim a iniciativa do Maurício. A intenção dele não é corromper criancinhas ou fazer piada com os gays. Ele quer sim, chocar. Mas é por uma boa causa. Pra que um dia, homossexualidade seja uma coisa tão bem aceita, que ninguém mais perca tempo discutindo as preferências sexuais de ninguém. Muito menos as de um personagem de história em quadrinhos.
(pauta para o site)
domingo, 15 de novembro de 2009 Y 06:24
2009 teve o cheiro do perfume que eu ganhei de Dia dos Namorados, o som de uma música do Kings of Leon e o gosto do sorvete de menta que eu tomei todo domingo. 2009 surpreendeu. Ele trouxe um novo amor, um novo coração partido, uma coluna na capricho, um encontro com a Meg Cabot, (muitas) noites mal dormidas, viagens inesquecíveis. E, ao mesmo tempo, mandou de volta velhos amigos, sonhos antigos e uma determinação que eu esqueci que tinha guardada. Em doismilinove eu inovei. Experimentei comidas novas, fiz bungee-jump, tomei decisões difíceis, tirei a sobrancelha, bombei em química, apostei todas as minhas fichas. Em 2009 eu li, reli, egordei, emagreci, briguei, gritei, chorei, gargalhei. Então, diante de 12 meses tão intensos, estou cansada demais pra fazer previsões para 2010. Só acho que o ano que vem aí vai ter que ralar muito para chegar aos pés desse que passou
(pauta para a revista - retrospectiva 2009)
sexta-feira, 6 de novembro de 2009 Y 17:33
Coisas pra fazer antes de morrer:
- aprender química
- fazer um mochilão
- aprender a falar italiano
- ler todos os livros que eu puder
- ganhar coordenação motora suficiente pra andar de bicicleta e dar uma cambalhota
- trabalhar na ONU
- deixar de ter medo de osgas e de descarga do avião
- ver o sol nascer mais vezes
- salvar baleias com o GreenPeace
- ter filhas gêmeas
- trabalho voluntário na África do Sul
- passar uns meses morando uma cidade perdida no do sul da França
- ser casada por um padre franciscano, numa praia, com convidados sentados em cadeirinhas enferrujadas da Brahma
- guardar todo o dinheiro da cerimônia pra ir pro Taiti (ver resolução acima)
- namorar um russo (de preferência durante os tais meses no sul da França)
- sambar
- entrar naquele castelo em que foi inspirada a Bela Adormecida
- tatuar um olho grego
- escrever um livro
- dormir de rede no interior mais algumas vezes (porque cara, isso é muiiito bom)
- assistir todos os episódios de Friends outra vez
- ver a aurora boreal
Obs: eu devo editar essa postagem com freqüência.
Obs 2: eu tenho que parar de ver os programas de férias da CI
Obs 3: o pré-requisito pra grande parte dessa lista é ser trilionária, o que também faz parte da minha resolução, só que eu acho um pouco mais difícil. ainda bem que sonhar é de graça
domingo, 18 de outubro de 2009 Y 11:42
Você me trás sorte, meu amor.Meu dia de sorte começou dando errado.Levantei tonta de sono e bati o joelho na quina da cama. Saí correndo atrasada, só pra perceber, no meio do caminho, que tinha festido minha farda do avesso. Chegando na escola, descubro que tinha prova de Literatura, matéria na qual eu estava boiando. Pesquei errado e ainda fui pega pelo professor. No recreio, resolvo afogar minhas mágoas num copo de coca-cola. Até que, surpresa, alguém esbarra em mim e me faz derramar todo o refri na blusa (agora já do lado certo). Minha vontade era de chorar, me enterrar no chão, sumir, desaparecer da face da terra. Era azar demais pra uma pessoa só! Até que você chegou com aquele sorriso imenso e cintilante, perguntando se eu estava bem. Literalmente, acho que foi a partir daquele dia que a sorte começou a sorrir pra mim.
(pauta para a capricho - seu dia de sorte)
domingo, 11 de outubro de 2009 Y 17:32
ohvidameu problema é que não sei o que quero. ou quem quero. Já quis ser médica, presidenta, embaixatriz, fashionista, jornalista. Já me apaixonei pelo cafa, pelo nerd, pelo amigo, pelo vizinho, pelo amigo do vizinho. Já tive vontade de morar num sotão em Paris, numa cabana na praia, na casa do meu pai. Não importa o que eu escolha, sempre vai ter algo que eu não vivi, um sonho que não realizei, uma sensação que não provei, um caminho que não sei onde vai dar. E isso me dá uma angustia danada. Mas quando penso em eu, você, uma casinha bonita e uma pilha de livros, nenhum outro tipo de felicidade me parece interessante. você me basta.
Olá, meu nome é Ludmila e eu sou viciada em música ruimOlha, o que vou te dizer agora é super secreto, então, por favor, não conte pra ninguém. Todo mundo faz coisas das quais se envergonha, por isso nem venha me julgar. Tem gente que assiste Brazil’s Next Top Model enquanto come um pote de sorvete. Algumas pessoas dormem abraçadas a bichos de pelúcia de nomes constrangedores. Outras fingem não poder sair sábado à noite, só pra ficar em casa lendo um livro mulherzinha. Mas eu? Eu sou muito pior! Porque além de fazer todas essas coisas, eu também escuto Jonas Brothers. E Miley Cyrus. E Taylor Swift. E mais todas essas outras bandinhas que, pra manter a minha reputação, eu não podia gostar. Mas aí, que alívio é poder contar isso para alguém. EU ESCUTO DISNEY POP, e daí? Ai, psiu, acho que falei alto demais. De novo, te peço que não repita isso para ninguém. É que tem coisas que são boas, mas melhores ainda quando feitas em segredo.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009 Y 10:00
Ultimamente, tudo parece ser culpa do Enem. Minha viagem de formatura foi adiada pela nova data. Tenho amigos que tiveram um surto nervoso. A ansiedade e a preocupação de ter que fazer a prova e o vestibular das estaduais na mesma semana me embrulham o estômago. Os 4 milhões de concorrência, a possibilidade de uma nova fraude e a bendita da interdisciplinaridade são o tema de todas as minhas conversas. Saber que esse inferno vai se prolongar ainda mais me deixa desanimada. Eu desistiria, se já não tivesse esperado tanto.
Mas, desespero à parte, acho que o pior de tudo é não saber como as coisas vão ficar. Aliás, mentira, não é não. O pior de tudo mesmo é que, se eu tivesse feito aquela prova, estaria agora a caminho da faculdade dos meus sonhos.
(enem- pauta para o site)
sexta-feira, 2 de outubro de 2009 Y 11:57
Nunca fui de grandes revoluções. Se eu fosse invisível entao, não faria nada muito grande.
Invisível, eu prestaria vestibular pra Jornalismo. Usaria combinações de roupas malucas. Diria aquelas verdades duras, mas necessárias. Aprenderia a andar de bicicleta. Levantaria a mão na aula pra dizer "não entendi". Leria "O Diário da Princesa" em público. Não controlaria aquela gargalhada alta e espontânea. Não me preocuparia com meu cabelo parecendo um ninho ou minhas bochechas vermelhas. Choraria de raiva, sem medo de ferir o meu orgulho. Confessaria com todas as letras que te amo, só pro caso de você não ter entendido as minhas tímidas indiretas.
Invisível, eu faria todas aquelas coisas que quero, mas tenho medo de fazer. É só que ás vezes é mais fácil assumir os riscos quando nao tem ninguem lá pra te ver errar.